"Perdi meu amor na balada" pode render multa de até R$ 6,5 milhões à Nokia
Por Jornal Estado de São Paulo
A campanha da Nokia para divulgar o celular 808 Pure View –“Perdi meu amor na balada” – continua a causar polêmica. O Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, informou nesta terça-feira, 24, ter identificado indícios de violação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) na propaganda. “Foi instaurado procedimento de investigação e, ao final, a empresa poderá ser autuada em multa que pode chegar a R$ 6,5 milhões.”
O motivo está no fato de a campanha, composta por três vídeos publicados no YouTube, não ter esclarecido desde o início que a história do apaixonado Daniel era fictícia. No dia 10 de julho, surgiu no site um vídeo em que o rapaz afirmava estar perdidamente apaixonado por uma garota que ele conheceu numa casa noturna. Mas ele havia perdido o telefone de Fernanda, e o apelo no YouTube e no Facebook era sua tentativa de encontrá-la. O primeiro filme foi compartilhado milhares de vezes em redes sociais por usuários comovidos com o “amor” do rapaz. Apenas no terceiro vídeo revelou-se que tudo se tratava de uma campanha da Nokia.
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) também abriu um processo ético contra a campanha da fabricante de celulares. A entidade recebeu reclamações de dez consumidores que se sentiram enganados. O julgamento, do qual 180 pessoas ligadas ao setor publicitário participam, pode ocorrer em 30 dias. No caso do Conar, não se aplica multa às empresas anunciantes. A punição, em geral, está relacionada à retirada da campanha do ar.
Como a “Perdi meu amor na balada” já foi veiculada nas redes sociais, as discussões e o resultado do julgamento ficariam como exemplo para a análise de futuras campanhas publicitárias similares.
O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária diz que todo anunciante deve deixar claro para o consumidor que as peças publicitárias divulgadas ao público são publicidade. O mesmo diz o Código de Defesa do Consumidor, como lembra o diretor executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Góes: “A comunicação de natureza publicitária deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal”.
A Nokia, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que não foi notificada formalmente por nenhuma entidade e, por isso, não vai se pronunciar.
Muito bom!Gosto do blog,continuem assim.
ResponderExcluirO Processo foi arquivado.... NÃO DEU EM NADA kkkkk
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